quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Plantei uma semente errada

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:05 0 comentários
"E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal." (Gn 2:9) "Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais." (Gn 3:3) "E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu." (Gn 3:21).

Muitos de nós em vários momentos plantamos ou deixamos que plantem em nosso coração argumentos e inverdades que nos deixam presos aos verdadeiros caminhos que o Senhor quer que percorramos.

Caminhos esses que aos olhos dos incrédulos são meras coincidências, fruto do acaso, que não têm sentido algum aos olhos mundanos e profanos de nós...pecadores. Mas Deus é um Deus de repreensão e ao mesmo tempo um Deus bom, piedoso e misericordioso.

Adão e Eva no Éden eram seres perfeitos e únicos segundo o coração de Deus. Eram racionais, sentimentais e puros. Seres que habitavam o planeta juntamente com o auxílio de Deus, tinham tanta intimidade que Deus conversava diretamente com eles. Tudo era abundante, transbordava perfeição e tudo do que precisavam tinham em mãos.

Quando o Senhor pediu que ambos não comessem da árvore do conhecimento estava dizendo para eles que não precisavam buscar fora de seus corações o conhecimento do mundo extra Éden. Deus ordenou a eles o princípio da obediência antes do pecado em si, mas em seus corações houve uma brecha e o inimigo a usou, através da serpente, para acalorar esta vontade de sair debaixo da graça de Deus. Este momento direcionou suas vidas longe da autoridade de Deus.

Eles plantaram em seus corações o desejo mundano, profano e arrogante diante do Senhor.

Quando Eva foi levada a comer do fruto proibido (fruto esse que não é maçã) eles ratificaram a criação do abismo, criaram um vácuo espiritual onde só seríamos redimidos quando Jesus morresse na cruz por todos.

Houve uma orientação do Senhor para que eles não tivessem dúvidas do caminho a seguir, mas infelizmente o fizeram...comeram o fruto da árvore, ou seja, assumiram sua independência diante do Deus todo poderoso.

Quando Deus, através do Espírito Santo, nos orienta e nos capacita a enxergar com nossos olhos espirituais, Ele nos auxilia na compreensão das diversas situações que passamos, as que passaremos e até nas situações que não passamos.

A oração e o jejum são as únicas armas que temos para nos blindarmos com o intuito de não criarmos brechas em nossas vidas. Uma mentira ou uma omissão já é combustível que damos ao inimigo para ele se infiltrar em nossas vidas.

A Palavra de Deus diz: "Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;" (1 Pedro 5:8)

Muitos de nós ainda estamos vagando, ou seja, não deixamos Deus tomar conta 100% de nossas vidas. Deixamos somente áreas onde estamos passando por alguma dificuldade ou algo parecido.
Quando Deus, no Éden, orientou que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, Ele estava querendo nos dizer que não era necessário termos a ciência que existia o mal, pois, lembre-se que antes de comerem o fruto não havia pecado!

O agir por impulso, por independência e por desobediência nos levou à condição de pecadores.
Irmãos, quando a palavra diz: "Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança." (Jeremias 29:11), nosso Deus exala toda a sua essência e bondade, toda a sua personalidade e seu coração.

Quando Deus expulsa Adão e Eva do Éden ele os abençoa cobrindo-os com pele. Entendendo melhor: Deus os protege da maldade, das iniqüidades, das penalidades a que agora estamos expostos.

Seu amor é sublime, é complementar a toda a sua fidelidade.

Nos dias de hoje o que significaria esta cobertura de pele dito em Gn 3:21? Significa a proteção espiritual que precisamos obter hoje, significa o jejum, a oração...significa o pagar preço para sermos libertos do pecado.

Significa passarmos pelo teste do tempo, assim como Abraão demorou 25 anos para receber (confirmar) sua benção, ele creu. Mesmo sendo amigo de Deus, mesmo sendo às vezes atrapalhado, trocando os pés pelas mãos ele somente creu. Em nenhum momento teve um coração injusto, em nenhum momento duvidou da graça que o consolaria.

Deixemos de ser incrédulos, assim como o Faraó que pagou pra ver a fúria de Deus sobre o seu povo. Precisamos liberar os cativos que habitam em nós, precisamos liberar nossos temores, traumas que persistem em trazer à tona tudo o que somos; falhas, que insistem em nos trazer dificuldades banais que nos impedem de nos prostrar diariamente ao Senhor.

A infidelidade nos afasta de Deus, nos afasta da presença do Senhor e nos faz comuns aos olhos de nosso redentor.

Guardemos Seu amor em nossos corações e que fiquemos perseverantes na palavra do Senhor para sermos iguais a Abraão. Abraão não possuía fé; era a Fé que o possuía. Portanto, irmãos, deixo essa mensagem de encorajamento e de ousadia a vocês com os seguintes versículos: "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas." (Filipenses 3:20 e 21)

por Tiago Costa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uma oração

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 21:03 0 comentários
“Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu nos céus e na terra! Tu que guardas a tua aliança de amor com os teus servos que, de todo o coração, andam segundo a tua vontade” (2 Crônicas 6:14).

Mesmo para os que têm o hábito da oração passam por essa experiência: dias que ao orarmos, parece que os céus se abrem e nos derramamos diante do Senhor. Este era um dos dias que Salomão rasgou o seu coração diante do Senhor.

Era a dedicação do templo que Salomão havia construído ao Senhor por meio da palavra dele mesmo, o Deus de Davi. E Salomão se derrama na presença de Deus, orando para que o Senhor estivesse com o seu povo quando eles viessem o adorar naquele lugar.

Salomão começa sua oração rendendo a Deus louvores pelo que Ele é, declarando a soberania e majestade do Senhor, e declarando que verdadeiramente Ele é Deus sobre Israel.

Também declara a dimensão do Senhor, que Ele é único, tanto nos céus e na terra. E um Deus de palavra, que zela por cumprir pelo que promete.

Naquele dia, Salomão pode sentir a presença do Senhor porque, ao continuar o texto, a Bíblia relata que quando Salomão terminou sua oração, desceu fogo do céu, consumiu o holocausto e a glória do Senhor encheu o templo numa nuvem.

Assim também já aconteceu comigo, e creio que se abríssemos uma enquete, muitos poderiam também contar a respeito de suas experiências de oração.

No entanto, hoje, quero questionar algo, a pergunta que meu coração se fez ao ler este versículo: quando foi a última experiência nessa dimensão da minha vida? Quando foi a última vez que, quando orei, senti-me derramando o coração na presença do Senhor a ponto dele receber minha oração imediatamente e eu sentir a presença do Senhor de forma extraordinária?

Ah, preciso não apenas orar, mas me derramar. Eu sei que Ele ouvirá minha oração!

Com amor,

Simone da Fonseca

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A paixão por servir ao Senhor

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 19:46 0 comentários
“E você, meu filho Salomão, reconheça o Deus de seu pai, e sirva-o de todo coração e espontaneamente, pois o Senhor sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos” (I Crônicas 28:9).

Algumas pessoas simplesmente fazem a diferença pela forma natural como agem. Davi é um desses, e deve ser amplamente estudado.

O versículo se refere ao conselho que Davi deu ao seu filho Salomão, que seria rei sobre Israel após seu reinado. Davi, durante toda a sua vida fez a diferença em todas as coisas que empreendia. A benção de Deus estava sobre a vida de Davi.

Ainda jovem Davi era responsável pelo rebanho de seu pai, e também, excelente tocador de harpa. Tanto que, quando Saul procurou alguém que tocasse muito bem a harpa, Davi foi o escolhido. Também, quando todo o exército de Israel tremia diante de Golias, Davi encontrou no que ele fazia com maestria – atirar com uma funda – a oportunidade para Deus mudar a sorte de Israel e o nome do Senhor ser glorificado.

Quando lutava por Israel, Davi era o maior valente dentre todos, nunca perdendo uma batalha. Quando adorava a Deus, adorava com todas as suas forças, tanto adorava a Deus que certa vez sua esposa teve vergonha dele, porque enquanto dançava, portava-se exageradamente alegre.

Pode-se ver neste versículo um pouco da intensidade do que Davi era. Ele instrui seu filho a se entregar a Deus com tudo o que ele era, pois Deus conhece as intenções dos corações. Davi era o exemplo da adoração, da entrega a Deus.

O mundo precisa de adoradores com esta intensidade, de amados de Deus, como Davi, que se entregam ao relacionamento com Deus. Nada de modismos, nada de formulas prontas, mas intimidade, intimidade, intimidade com DEUS...

Não um convívio dentro da igreja, mas dentro do quarto, no banheiro, na cozinha, no carro, na lavanderia, no trabalho, na rua, no restaurante, em qualquer lugar.

Revolucionários, que não se importam com outra coisa senão a paixão pelo Senhor. Homens e mulheres que amam a Deus independente das circunstâncias, e que não dizem que a culpa é de Deus cada vez que algo não da certo do jeito que queriam que desse.

Aqueles que declaram: amo a Deus, e não quero viver uma vida medíocre! Mas quero uma vida abundante, de conhecer e prosseguir em conhecer a Deus... Amá-lo mais a cada dia.

Que está disposto a isso?

Com amor,

Simone da Fonseca

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coração alegre

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 20:59 0 comentários
“Gloriem-se no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor” (I Crônicas 16:10).

Quem não conhece o versículo que diz: “O coração alegre aformoseia o rosto” que se encontra no livro de Provérbios 15:13? Muitos conhecem ele, mas Davi fala uma grande verdade, que somente os que buscam ao Senhor é que recebem a alegria de coração.

Todos buscam a alegria em nossa vida, a satisfação. O que acontece é que muitas vezes não encontra-se a verdadeira alegria por estar-se buscando em fontes que não saciam totalmente.

Davi entendeu que o Senhor era a sua fonte, e que era uma fonte eterna de alegria e que não falta em momento algum. Ele vivia uma vida com Deus de grandes amigos, amava ao Senhor com todas as suas forças. Deus reagia às atitudes de Davi. Davi honrava ao Senhor com a sua vida, com a sua alma, e servia ao Senhor não importando a situação.
Em uma de suas orações encontra-se o versículo que está no começo deste devocional, onde Davi declara que o coração dos que buscam ao Senhor deveria alegra-se. Porque então, muitos de nós não tem alegria?

Talvez a resposta esteja em que não buscamos a Deus como amigo, mas como um Deus distante que não se importa muito com cada humano individualmente.

Repensar o relacionamento com Deus seria uma boa decisão para que o coração realmente se alegrasse. E o questionamento seria: estamos preparados para a revolução?

Com amor,

Simone da Fonseca

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A infidelidade gera cativeiro

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 14:47 0 comentários
“Por sua infidelidade o povo de Judá foi levado prisioneiro para a Babilônia” (I Crônicas 9:1).

Alguns de nós se sentem aprisionados e não conseguem desvendar o que está acontecendo. É preciso entender o que pode nos tornar prisioneiros, não somente fisicamente, mas também espiritualmente.

Deus tirou seu povo, Israel, do Egito. Trouxe sobre ele grande livramento e cumpriu sua promessa para com o povo que escolheu para sua possessão. Deus andou com eles, e os guiou para uma terra que mana leite e mel. Com o passar do tempo, porem, o povo de Israel começou a se desviar do que Deus havia lhes instruído que fizessem.

Israel é povo escolhido por Deus, mas por diversas vezes Deus não era o escolhido por Israel. Deus deu-lhes o que pediam, um rei, no entanto muitos dos reis se desviaram dos caminhos do Senhor e até mesmo os que faziam o que agradava a Deus não se livravam totalmente dos falsos deuses, não derrubavam altares a Deus que não eram o Senhor.

Israel, por muito tempo, ofereceu incenso a deuses que não eram o Senhor. Até que, finalmente, no reinado de Josias, o sacerdote Hilquias encontrou o livro da lei. Josias reuniu o povo e lei o livro d lei diante deles. Derrubou todos os postes ídolos, e até a serpente de bronze de Moisés, porque o povo ainda oferecia incensos a ela.

No entanto, todos aqueles anos em que o povo desviou-se de Deus, foram anos de infidelidade e, mesmo depois que o livro da lei foi lido, ainda assim tiveram a ousadia de novamente se afastarem dos caminhos do Senhor. Eles eram o povo de Deus, mas não queriam ter o Senhor como Rei das suas vidas, por isso se desviavam.

Então, foram levados ao cativeiro da Babilônia. E lá permaneceram por anos. A falta de fidelidade deles para com Deus fez com que fossem levados ao cativeiro. Andaram segundo os seus desejos e o Senhor os entregou ao cativeiro. Não confiaram totalmente em Deus, mas também em outros deuses.

Assim também é em nossas vidas. Quando queremos andar segundo as nossas vontades, de uma forma linear, de que fazemos as coisas bonitinhas e Deus nos dá as bênçãos, então estamos longe de Deus, o querendo somente pelo que ele pode nos dar, não pelo que é. Dessa forma, o cativeiro vem sobre nossas vidas.

O que precisamos é viver um novo caminho, sabendo que muito além das bênçãos, do que Deus possa nos oferecer, queremos sua presença. Quando nada nos atrair mais do que a presença do Senhor, então estaremos no caminho certo, e automaticamente faremos sua vontade.

Precisamos ter mais sede de Deus. Desejar ler e meditar em sua palavra. Precisamos entregar nossas vidas diante do Senhor e nos derramarmos diante dessa maravilhosa presença. O velho caminho nos faz ir à igreja como quem vai trabalhar em uma empresa que se utiliza do cartão ponto. O novo caminho nos ensina a cultuarmos ao Senhor com alegria, ansiarmos por este momento. O antigo caminho nos leva a buscar ao senhor quando precisamos, mas o novo nos faz sempre precisarmos buscar a Deus, porque Ele é a nossa maior alegria.

Eu não quero uma vida de cativeiro, por isso corro pra liberdade que encontro em Jesus, e você?

Com amor,

Simone da Fonseca

domingo, 26 de outubro de 2008

Inicio doloroso, final de glória

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 14:14 0 comentários
“Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: "Com muitas dores o dei à luz". Jabez orou ao Deus de Israel: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores”. E Deus atendeu ao seu pedido” (1 Crônicas 4:9 e 10).

As dificuldades do dia-a-dia muitas vezes são tantas que a angústia toma conta de nossa alma. Geralmente, o início de nossas vidas é complicado, tempo de muitas decisões e de muitos erros também.

É assim que era a vida de Jabez. A Bíblia relata que a mãe de Jabez lhe deu este nome, que significa “aquele que causa dores”, devido a dores que sentiu durante o parto desse filho. É fato que no Velho Testamento os nomes eram dados de acordo com a situação em que os filhos haviam nascido, ou em homenagem a algo que muito significava para a família. No caso de Jabez, ele causou muitas dores a sua mãe, por isso recebeu este nome.

Bem, uma pessoa que leva como nome “aquele que causa dores” poderia não esperar muito da vida. O seu nome já profetizava a seu respeito. Seu nascimento, o começo de sua vida já profetizava coisas ruins a seu respeito, no entanto, este foi apenas o começo de sua vida.

Jabez, pelo que a Bíblia nos relata, foi o homem mais respeitado de sua família. Jabez não ficou penalizado consigo mesmo com o que aconteceu durante o seu nascimento e por isso agiu como se fosse vítima. Muito pelo contrário, Jabez apegou-se a Deus e isso mudou a sua vida.

Era um homem de comunhão com Deus: “Jabez orou ao Deus de Israel”. Buscava ao Senhor com a sua vida. E o fato de buscar ao Senhor fez com que não continuasse naquela vida de dores. Ele apegou-se a Deus e Deus mudou a sua história.

Jabez orou: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores”. A oração dele foi completa, englobou o que precisava, levou a Deus as suas necessidades, confiou a Deus que a sua vida, sua história, suas necessidades.

O que se segue, após a oração de Jabez é que a Bíblia relata que Deus atentou para a oração de Jabez e o atendeu. E Então a primeira frase do versículo faz sentido: “Jabez foi o homem mais respeitado de sua família”.

Jabez teve um início de dores, mas isso não o traumatizou isso o levou pra perto de Deus. Ele conheceu a Deus e entregou a situação de sua vida ao Senhor, e o que aconteceu foi que Deus mudou a história da vida de Jabez. Seu final não foi igual ao começo.

Tanto não foi igual que no meio das genealogias, a Bíblia para e faz uma alusão a Jabez, como um homem que teve um início difícil, no entanto, no final de sua vida, Deus mudou a sua história. Uma referência extensa, que toma conta de dois versículos.

Jabez apegou-se ao Senhor e teve sua vida mudada.

Com amor,

Simone da Fonseca

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Liderança não tão corajosa

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:28 0 comentários
Faz tempo que venho ouvindo falar do famoso Bill Hybels e da mega igreja que ele tem nos Estados Unidos. Aproveitando um trabalho da pós que estava fazendo em Teologia Urbana, comprei o livro “Liderança Corajosa” para fazer uma resenha.
O livro é muito bom e dá muitas dicas para quem é líder de qualquer ministério eclesiástico. Mas, sabe como eu sou... Aprendi a não engolir o que eu leio sem antes mastigar.
A certa altura do livro o senhor Hybels escreve que para ser de sua equipe, o líder precisa ter os três “C”: Competência, Caráter e Compatibilidade.
Logo que li pensei: nossa, realmente, como seria mais fácil se toda a minha equipe tivesse os três “C”. Que fossem competentes em todas as tarefas que recebessem e, que eu pudesse confiar plenamente no caráter de cada um e que tivessem compatibilidade plena com as idéias e projetos que Deus me deu.
Mas esse é o problema de tratarmos a igreja e os ministérios dela do mesmo jeito que o mundo corporativo. Tudo parece tão certinho e bem feito, mas quando passamos no crivo da vida de Jesus Cristo, vemos que os resultados a qualquer custo não eram um valor que ele viveu ou pregou. Isso diferencia radicalmente o mundo corporativo e a igreja que Deus planejou.
Vemos nos exemplos de Jesus e seus discípulos os três C caírem por terra. A competência nunca foi o forte dos discípulos, depois de muito tempo com o mestre não conseguiam expulsar demônios (Mt 17:16), nem curar, ou dar de comer ao povo (Mc 6:37). Quanto ao caráter, Pedro não estaria na equipe depois de ter negado Jesus três vezes (Mt 26:34), Natanael por ser racista com os Nazarenos (Jo 1:46) e, Tiago e João querendo passar a perna nos outros para ser o maior de todos (Mc 10:37). Quanto à compatibilidade acredito que todos não passariam no teste, pois até a ressurreição não tinham nenhuma compatibilidade com as idéias do mestre, uns queriam que ele fosse rei e Cristo falou que não, outros queriam que o reino chegasse por espada e Cristo falou que não; Jesus falou que iria para cruz e eles não queriam deixar e, principalmente Judas que, mesmo com a clara incompatibilidade em todas as áreas, Jesus andou ao seu lado até a última hora dando a oportunidade para ele se arrepender.
Pois é, seria muito bom ter uma equipe do jeito que Bill Hybels falou. Como cresceriam as nossas igrejas e os nossos ministérios! Mas Hybels fala para encontramos pessoas competentes, Jesus pessoas que querem viver o reino de Deus. Hybels quer apenas os de caráter, Jesus pessoas que saibam o que é certo e que saibam se arrepender. Por último, Hybels fala que o líder precisa ter compatibilidade com você e Cristo fala que tem apenas que estar disposto a amar.
Mesmo o livro tendo várias coisas boas e que podemos aproveitar, está posto a mesa: de quem você vai querer seguir o exemplo ministerial? Posso garantir que o resultado de um é de crescimento rápido e o outro mais devagar, mas dura há mais de dois mil anos. Lembrando que o líder da segunda opção acabou morto!

Uma palavra profética

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:03 0 comentários
“Eliseu respondeu: ‘Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Senhor: “Amanha, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata”’” (2 Reis 7:1).

A forma como encaramos a necessidade faz-nos romper com ela ou não. É isso que se pode aprender com esta passagem da Bíblia. Israel passava por um período de muito sofrimento, muita fome, pois o rei da Síria havia cercado Samaria, cidade do rei de Israel.

Com o passar do tempo, Samaria não tinha mais suprimentos para a população, que ao invés de clamarem ao Senhor, começaram a apelar para práticas desumanas. Certa vez, o Rei de Israel estava andando pelo muro da cidade de Samaria para checá-lo e uma mulher lhe pediu ajuda. Ele lhe disse que não poderia ajudá-la, se nem mesmo Deus a ajudara.

No entanto, a mulher explicou ao rei o que vinha acontecendo, que por causa da necessidade e da fome, duas mulheres haviam feito um trato: matariam seus filhos, um após o outro, e os comeriam. No entanto, depois de haverem comido o primeiro, a segunda mãe escondeu o seu filho e não o entregou. Após relatar isso, o rei de Israel rasgou suas vestes e vestiu pano de saco. Além disso, culpou a Deus e também à Eliseu pelas necessidades de Israel.

A raiva do rei fez com que ele enviasse alguém para matar Eliseu. Antes mesmo que o enviado chegasse, o Senhor lhe avisou. Eliseu trancou-se em casa e o enviado para matar-lhe chegou. O rei que vinha atrás declarou: “Esta desgraça vem do Senhor. Por que devo ainda ter esperança no Senhor?” (2 Reis 6:33).

Foi então que Eliseu proferiu as palavras do texto base para este devocional. Eliseu viu uma oportunidade de Deus operar um milagre em meio aos problemas. Morris Cerullo declara: “Deus não teria nos feito tantas promessas de milagres se não pretendesse que experimentássemos eventos miraculosos em nosso cotidiano”. Também, Morris Cerullo declara: “Os olhos de Eliseu não estavam fixos nas circunstâncias, mas no Deus dos milagres, que ele vira em ação tantas vezes. Ele sabia que Deus faria o mesmo por ele”.

Eliseu declarou uma palavra profética, e esta palavra mudou a história de um povo que estava à beira da morte por causa da fome. A palavra profética dele rompeu a necessidade e abriu portas para a provisão de Deus. O problema é que não vigiamos nossas palavras, não cuidamos o que falamos e tem-se proferido palavras de derrota, de fracasso e não de vitória.

Muitas vezes estamos numa situação difícil e não recorremos a Deus e não levamos nossos pedidos à Ele, e ainda muitos se atrevem a culpar Deus pelos seus problemas. Mas Deus está só esperando uma palavra profética para hoje mudar a nossa história.

Deus deseja realizar milagres. Deus deseja que olhemos para Ele. Deus deseja que o seu nome seja glorificado através das maravilhas que opera em nossas vidas. Mas isso não acontece porque nossa palavra não é profética para romper com as necessidades e acontecer o milagre.

Será que é Deus que precisa mudar?

Com amor,

Simone da Fonseca

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Visão errada

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:35 0 comentários
“A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" (2 Reis 5:6 e 7).

Havia na Síria um homem muito respeitado, comandante do exército do rei da Síria, chamado Naamã. A Bíblia nos conta, no começo do capítulo cinco do segundo livro de reis que Naamã era respeitado por que por meio dele o SENHOR Dara vitória à Síria. No entanto, este homem teve lepra.

Havia na casa de Naamã uma menina que havia sido levada cativa dentre os filhos de Israel. Essa menina disse à mulher de Naamã que em Israel existia um profeta que poderia curar a lepra do seu senhor.

Naamã confiou na palavra daquela menina e foi conversar com o rei da Síria, contando o que a menina havia lhe falado. Prontamente o rei da Síria permitiu que Naamã fosse à Israel, e enviou uma carta ao Rei de Israel. O texto que mencionei no começo desse devocional apresenta a narrativa.

O que pude perceber, lendo este texto da Bíblia, são dois homens diferentes, um que crê que em Israel havia algo poderoso, um profeta, e outro que, mesmo vivendo em Israel, não cria.

Naamã creio no que a menina israelita lhe falou e foi à Israel. O rei de Israel, por sua vez, recebeu Naamã, mas pela sua falta de comunhão com Deus, não acreditou que poderia existir um profeta que curaria a Naamã e que o nome do Senhor seria glorificado.

A história se segue, Naamã se encontra com Eliseu, e ao mergulhar 7 vezes no rio Jordão (por sinal, um rio imundo), foi curado. Mas fica uma grande lição: muitas vezes os que estão de fora crêem mais em nosso Deus do que nós que estamos dentre o seu povo.

Quantas vezes já ouvimos falar de pessoas que não eram seguidoras de Cristo, não eram cristãs, e que foram curadas no corpo, na alma e no espírito, enquanto nós estamos dentro da igreja, nada acontece e ainda sentimos inveja daquele que recebe a dádiva de Deus?

Pois bem, a resposta pode ser a história de Naamã: estamos dentro, mas nos acostumamos e já não cremos. Aquele que não conhece a Deus vem sedento e recebe aquilo que queremos a anos, mas não cremos.

Não basta estar dentro o povo de Deus, é preciso conhecer a Deus e estarmos diante dele crendo. Então os milagres acontecerão!

Com amor,

Simone da Fonseca

Usando o nome do Rei para matar

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 00:47 0 comentários
“Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, pôs nelas o selo do rei, e as enviou às autoridades e aos nobres da cidade de Nabote. Naquelas cartas ela escreveu: "Decretem um dia de jejum e ponham Nabote sentado num lugar de destaque entre o povo. E mandem dois homens vadios sentar-se em frente dele e façam com que testemunhem que ele amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei. Levem-no para fora e apedrejem-no até a morte" (I Reis 21:8-10).

Nossos tempos são tempos de desconhecimento da palavra de Deus. As muitas facilidades também no dia-a-dia nos fizeram acomodarmo-nos com o apenas receber, mas não buscarmos nada. As pessoas querem um ensino fast food, se é que pode-se chamar de ensino.

O comodismo nos leva para distante de um comprometimento e da responsabilidade para com Deus. Vejo nas mais diversas igrejas pessoas que não buscam conhecer a Deus e que apenas recebem as experiências que outros tiveram com Deus, mas eles próprios não tem experiências de conhecimento de Deus.

Outros ainda usam o nome de Deus em benefício próprio. Usam o nome do Rei para poderem matar. Dizer estarem sendo enviados por Deus, quando na verdade estão usando o nome de Deus para que a sua vontade como homem se estabeleça.

Jezabel foi uma mulher perversa, que matou profetas, centenas de profetas do Senhor. Criou altares a deuses estranhos e usou o nome do rei Acabe para matar um homem para que o rei pudesse possuir a vinha que pertencia a este homem.

Usou-se do nome do rei para matar. E quantas vezes vemos tais coisas dentro da igreja? Pessoas usando-se do nome do Senhor para poder sugar, matar outras. Não digo matar no sentido literal, mas matar no sentido espiritual.

Sugam, roubam, enganam, corrompe e ainda usam o nome de Deus para todas essas coisas. Matam a alma dos que seguem ao Senhor por dizerem: “assim diz o Senhor” quando o Senhor não disse. Pessoas sem compromisso com Deus, que não estão preocupadas em agradar a Deus, mas a si mesmas.

Deus julgará todos os corações. E só entrará no santuário para adorar o Senhor os que tem um coração puro, como diz o salmista.

Com amor,

Simone da Fonseca
 

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