segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A infidelidade gera cativeiro

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 14:47 0 comentários
“Por sua infidelidade o povo de Judá foi levado prisioneiro para a Babilônia” (I Crônicas 9:1).

Alguns de nós se sentem aprisionados e não conseguem desvendar o que está acontecendo. É preciso entender o que pode nos tornar prisioneiros, não somente fisicamente, mas também espiritualmente.

Deus tirou seu povo, Israel, do Egito. Trouxe sobre ele grande livramento e cumpriu sua promessa para com o povo que escolheu para sua possessão. Deus andou com eles, e os guiou para uma terra que mana leite e mel. Com o passar do tempo, porem, o povo de Israel começou a se desviar do que Deus havia lhes instruído que fizessem.

Israel é povo escolhido por Deus, mas por diversas vezes Deus não era o escolhido por Israel. Deus deu-lhes o que pediam, um rei, no entanto muitos dos reis se desviaram dos caminhos do Senhor e até mesmo os que faziam o que agradava a Deus não se livravam totalmente dos falsos deuses, não derrubavam altares a Deus que não eram o Senhor.

Israel, por muito tempo, ofereceu incenso a deuses que não eram o Senhor. Até que, finalmente, no reinado de Josias, o sacerdote Hilquias encontrou o livro da lei. Josias reuniu o povo e lei o livro d lei diante deles. Derrubou todos os postes ídolos, e até a serpente de bronze de Moisés, porque o povo ainda oferecia incensos a ela.

No entanto, todos aqueles anos em que o povo desviou-se de Deus, foram anos de infidelidade e, mesmo depois que o livro da lei foi lido, ainda assim tiveram a ousadia de novamente se afastarem dos caminhos do Senhor. Eles eram o povo de Deus, mas não queriam ter o Senhor como Rei das suas vidas, por isso se desviavam.

Então, foram levados ao cativeiro da Babilônia. E lá permaneceram por anos. A falta de fidelidade deles para com Deus fez com que fossem levados ao cativeiro. Andaram segundo os seus desejos e o Senhor os entregou ao cativeiro. Não confiaram totalmente em Deus, mas também em outros deuses.

Assim também é em nossas vidas. Quando queremos andar segundo as nossas vontades, de uma forma linear, de que fazemos as coisas bonitinhas e Deus nos dá as bênçãos, então estamos longe de Deus, o querendo somente pelo que ele pode nos dar, não pelo que é. Dessa forma, o cativeiro vem sobre nossas vidas.

O que precisamos é viver um novo caminho, sabendo que muito além das bênçãos, do que Deus possa nos oferecer, queremos sua presença. Quando nada nos atrair mais do que a presença do Senhor, então estaremos no caminho certo, e automaticamente faremos sua vontade.

Precisamos ter mais sede de Deus. Desejar ler e meditar em sua palavra. Precisamos entregar nossas vidas diante do Senhor e nos derramarmos diante dessa maravilhosa presença. O velho caminho nos faz ir à igreja como quem vai trabalhar em uma empresa que se utiliza do cartão ponto. O novo caminho nos ensina a cultuarmos ao Senhor com alegria, ansiarmos por este momento. O antigo caminho nos leva a buscar ao senhor quando precisamos, mas o novo nos faz sempre precisarmos buscar a Deus, porque Ele é a nossa maior alegria.

Eu não quero uma vida de cativeiro, por isso corro pra liberdade que encontro em Jesus, e você?

Com amor,

Simone da Fonseca

domingo, 26 de outubro de 2008

Inicio doloroso, final de glória

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 14:14 0 comentários
“Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: "Com muitas dores o dei à luz". Jabez orou ao Deus de Israel: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores”. E Deus atendeu ao seu pedido” (1 Crônicas 4:9 e 10).

As dificuldades do dia-a-dia muitas vezes são tantas que a angústia toma conta de nossa alma. Geralmente, o início de nossas vidas é complicado, tempo de muitas decisões e de muitos erros também.

É assim que era a vida de Jabez. A Bíblia relata que a mãe de Jabez lhe deu este nome, que significa “aquele que causa dores”, devido a dores que sentiu durante o parto desse filho. É fato que no Velho Testamento os nomes eram dados de acordo com a situação em que os filhos haviam nascido, ou em homenagem a algo que muito significava para a família. No caso de Jabez, ele causou muitas dores a sua mãe, por isso recebeu este nome.

Bem, uma pessoa que leva como nome “aquele que causa dores” poderia não esperar muito da vida. O seu nome já profetizava a seu respeito. Seu nascimento, o começo de sua vida já profetizava coisas ruins a seu respeito, no entanto, este foi apenas o começo de sua vida.

Jabez, pelo que a Bíblia nos relata, foi o homem mais respeitado de sua família. Jabez não ficou penalizado consigo mesmo com o que aconteceu durante o seu nascimento e por isso agiu como se fosse vítima. Muito pelo contrário, Jabez apegou-se a Deus e isso mudou a sua vida.

Era um homem de comunhão com Deus: “Jabez orou ao Deus de Israel”. Buscava ao Senhor com a sua vida. E o fato de buscar ao Senhor fez com que não continuasse naquela vida de dores. Ele apegou-se a Deus e Deus mudou a sua história.

Jabez orou: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores”. A oração dele foi completa, englobou o que precisava, levou a Deus as suas necessidades, confiou a Deus que a sua vida, sua história, suas necessidades.

O que se segue, após a oração de Jabez é que a Bíblia relata que Deus atentou para a oração de Jabez e o atendeu. E Então a primeira frase do versículo faz sentido: “Jabez foi o homem mais respeitado de sua família”.

Jabez teve um início de dores, mas isso não o traumatizou isso o levou pra perto de Deus. Ele conheceu a Deus e entregou a situação de sua vida ao Senhor, e o que aconteceu foi que Deus mudou a história da vida de Jabez. Seu final não foi igual ao começo.

Tanto não foi igual que no meio das genealogias, a Bíblia para e faz uma alusão a Jabez, como um homem que teve um início difícil, no entanto, no final de sua vida, Deus mudou a sua história. Uma referência extensa, que toma conta de dois versículos.

Jabez apegou-se ao Senhor e teve sua vida mudada.

Com amor,

Simone da Fonseca

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Liderança não tão corajosa

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:28 0 comentários
Faz tempo que venho ouvindo falar do famoso Bill Hybels e da mega igreja que ele tem nos Estados Unidos. Aproveitando um trabalho da pós que estava fazendo em Teologia Urbana, comprei o livro “Liderança Corajosa” para fazer uma resenha.
O livro é muito bom e dá muitas dicas para quem é líder de qualquer ministério eclesiástico. Mas, sabe como eu sou... Aprendi a não engolir o que eu leio sem antes mastigar.
A certa altura do livro o senhor Hybels escreve que para ser de sua equipe, o líder precisa ter os três “C”: Competência, Caráter e Compatibilidade.
Logo que li pensei: nossa, realmente, como seria mais fácil se toda a minha equipe tivesse os três “C”. Que fossem competentes em todas as tarefas que recebessem e, que eu pudesse confiar plenamente no caráter de cada um e que tivessem compatibilidade plena com as idéias e projetos que Deus me deu.
Mas esse é o problema de tratarmos a igreja e os ministérios dela do mesmo jeito que o mundo corporativo. Tudo parece tão certinho e bem feito, mas quando passamos no crivo da vida de Jesus Cristo, vemos que os resultados a qualquer custo não eram um valor que ele viveu ou pregou. Isso diferencia radicalmente o mundo corporativo e a igreja que Deus planejou.
Vemos nos exemplos de Jesus e seus discípulos os três C caírem por terra. A competência nunca foi o forte dos discípulos, depois de muito tempo com o mestre não conseguiam expulsar demônios (Mt 17:16), nem curar, ou dar de comer ao povo (Mc 6:37). Quanto ao caráter, Pedro não estaria na equipe depois de ter negado Jesus três vezes (Mt 26:34), Natanael por ser racista com os Nazarenos (Jo 1:46) e, Tiago e João querendo passar a perna nos outros para ser o maior de todos (Mc 10:37). Quanto à compatibilidade acredito que todos não passariam no teste, pois até a ressurreição não tinham nenhuma compatibilidade com as idéias do mestre, uns queriam que ele fosse rei e Cristo falou que não, outros queriam que o reino chegasse por espada e Cristo falou que não; Jesus falou que iria para cruz e eles não queriam deixar e, principalmente Judas que, mesmo com a clara incompatibilidade em todas as áreas, Jesus andou ao seu lado até a última hora dando a oportunidade para ele se arrepender.
Pois é, seria muito bom ter uma equipe do jeito que Bill Hybels falou. Como cresceriam as nossas igrejas e os nossos ministérios! Mas Hybels fala para encontramos pessoas competentes, Jesus pessoas que querem viver o reino de Deus. Hybels quer apenas os de caráter, Jesus pessoas que saibam o que é certo e que saibam se arrepender. Por último, Hybels fala que o líder precisa ter compatibilidade com você e Cristo fala que tem apenas que estar disposto a amar.
Mesmo o livro tendo várias coisas boas e que podemos aproveitar, está posto a mesa: de quem você vai querer seguir o exemplo ministerial? Posso garantir que o resultado de um é de crescimento rápido e o outro mais devagar, mas dura há mais de dois mil anos. Lembrando que o líder da segunda opção acabou morto!

Uma palavra profética

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:03 0 comentários
“Eliseu respondeu: ‘Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Senhor: “Amanha, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata”’” (2 Reis 7:1).

A forma como encaramos a necessidade faz-nos romper com ela ou não. É isso que se pode aprender com esta passagem da Bíblia. Israel passava por um período de muito sofrimento, muita fome, pois o rei da Síria havia cercado Samaria, cidade do rei de Israel.

Com o passar do tempo, Samaria não tinha mais suprimentos para a população, que ao invés de clamarem ao Senhor, começaram a apelar para práticas desumanas. Certa vez, o Rei de Israel estava andando pelo muro da cidade de Samaria para checá-lo e uma mulher lhe pediu ajuda. Ele lhe disse que não poderia ajudá-la, se nem mesmo Deus a ajudara.

No entanto, a mulher explicou ao rei o que vinha acontecendo, que por causa da necessidade e da fome, duas mulheres haviam feito um trato: matariam seus filhos, um após o outro, e os comeriam. No entanto, depois de haverem comido o primeiro, a segunda mãe escondeu o seu filho e não o entregou. Após relatar isso, o rei de Israel rasgou suas vestes e vestiu pano de saco. Além disso, culpou a Deus e também à Eliseu pelas necessidades de Israel.

A raiva do rei fez com que ele enviasse alguém para matar Eliseu. Antes mesmo que o enviado chegasse, o Senhor lhe avisou. Eliseu trancou-se em casa e o enviado para matar-lhe chegou. O rei que vinha atrás declarou: “Esta desgraça vem do Senhor. Por que devo ainda ter esperança no Senhor?” (2 Reis 6:33).

Foi então que Eliseu proferiu as palavras do texto base para este devocional. Eliseu viu uma oportunidade de Deus operar um milagre em meio aos problemas. Morris Cerullo declara: “Deus não teria nos feito tantas promessas de milagres se não pretendesse que experimentássemos eventos miraculosos em nosso cotidiano”. Também, Morris Cerullo declara: “Os olhos de Eliseu não estavam fixos nas circunstâncias, mas no Deus dos milagres, que ele vira em ação tantas vezes. Ele sabia que Deus faria o mesmo por ele”.

Eliseu declarou uma palavra profética, e esta palavra mudou a história de um povo que estava à beira da morte por causa da fome. A palavra profética dele rompeu a necessidade e abriu portas para a provisão de Deus. O problema é que não vigiamos nossas palavras, não cuidamos o que falamos e tem-se proferido palavras de derrota, de fracasso e não de vitória.

Muitas vezes estamos numa situação difícil e não recorremos a Deus e não levamos nossos pedidos à Ele, e ainda muitos se atrevem a culpar Deus pelos seus problemas. Mas Deus está só esperando uma palavra profética para hoje mudar a nossa história.

Deus deseja realizar milagres. Deus deseja que olhemos para Ele. Deus deseja que o seu nome seja glorificado através das maravilhas que opera em nossas vidas. Mas isso não acontece porque nossa palavra não é profética para romper com as necessidades e acontecer o milagre.

Será que é Deus que precisa mudar?

Com amor,

Simone da Fonseca

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Visão errada

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:35 0 comentários
“A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" (2 Reis 5:6 e 7).

Havia na Síria um homem muito respeitado, comandante do exército do rei da Síria, chamado Naamã. A Bíblia nos conta, no começo do capítulo cinco do segundo livro de reis que Naamã era respeitado por que por meio dele o SENHOR Dara vitória à Síria. No entanto, este homem teve lepra.

Havia na casa de Naamã uma menina que havia sido levada cativa dentre os filhos de Israel. Essa menina disse à mulher de Naamã que em Israel existia um profeta que poderia curar a lepra do seu senhor.

Naamã confiou na palavra daquela menina e foi conversar com o rei da Síria, contando o que a menina havia lhe falado. Prontamente o rei da Síria permitiu que Naamã fosse à Israel, e enviou uma carta ao Rei de Israel. O texto que mencionei no começo desse devocional apresenta a narrativa.

O que pude perceber, lendo este texto da Bíblia, são dois homens diferentes, um que crê que em Israel havia algo poderoso, um profeta, e outro que, mesmo vivendo em Israel, não cria.

Naamã creio no que a menina israelita lhe falou e foi à Israel. O rei de Israel, por sua vez, recebeu Naamã, mas pela sua falta de comunhão com Deus, não acreditou que poderia existir um profeta que curaria a Naamã e que o nome do Senhor seria glorificado.

A história se segue, Naamã se encontra com Eliseu, e ao mergulhar 7 vezes no rio Jordão (por sinal, um rio imundo), foi curado. Mas fica uma grande lição: muitas vezes os que estão de fora crêem mais em nosso Deus do que nós que estamos dentre o seu povo.

Quantas vezes já ouvimos falar de pessoas que não eram seguidoras de Cristo, não eram cristãs, e que foram curadas no corpo, na alma e no espírito, enquanto nós estamos dentro da igreja, nada acontece e ainda sentimos inveja daquele que recebe a dádiva de Deus?

Pois bem, a resposta pode ser a história de Naamã: estamos dentro, mas nos acostumamos e já não cremos. Aquele que não conhece a Deus vem sedento e recebe aquilo que queremos a anos, mas não cremos.

Não basta estar dentro o povo de Deus, é preciso conhecer a Deus e estarmos diante dele crendo. Então os milagres acontecerão!

Com amor,

Simone da Fonseca

Usando o nome do Rei para matar

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 00:47 0 comentários
“Então ela escreveu cartas em nome de Acabe, pôs nelas o selo do rei, e as enviou às autoridades e aos nobres da cidade de Nabote. Naquelas cartas ela escreveu: "Decretem um dia de jejum e ponham Nabote sentado num lugar de destaque entre o povo. E mandem dois homens vadios sentar-se em frente dele e façam com que testemunhem que ele amaldiçoou tanto a Deus quanto ao rei. Levem-no para fora e apedrejem-no até a morte" (I Reis 21:8-10).

Nossos tempos são tempos de desconhecimento da palavra de Deus. As muitas facilidades também no dia-a-dia nos fizeram acomodarmo-nos com o apenas receber, mas não buscarmos nada. As pessoas querem um ensino fast food, se é que pode-se chamar de ensino.

O comodismo nos leva para distante de um comprometimento e da responsabilidade para com Deus. Vejo nas mais diversas igrejas pessoas que não buscam conhecer a Deus e que apenas recebem as experiências que outros tiveram com Deus, mas eles próprios não tem experiências de conhecimento de Deus.

Outros ainda usam o nome de Deus em benefício próprio. Usam o nome do Rei para poderem matar. Dizer estarem sendo enviados por Deus, quando na verdade estão usando o nome de Deus para que a sua vontade como homem se estabeleça.

Jezabel foi uma mulher perversa, que matou profetas, centenas de profetas do Senhor. Criou altares a deuses estranhos e usou o nome do rei Acabe para matar um homem para que o rei pudesse possuir a vinha que pertencia a este homem.

Usou-se do nome do rei para matar. E quantas vezes vemos tais coisas dentro da igreja? Pessoas usando-se do nome do Senhor para poder sugar, matar outras. Não digo matar no sentido literal, mas matar no sentido espiritual.

Sugam, roubam, enganam, corrompe e ainda usam o nome de Deus para todas essas coisas. Matam a alma dos que seguem ao Senhor por dizerem: “assim diz o Senhor” quando o Senhor não disse. Pessoas sem compromisso com Deus, que não estão preocupadas em agradar a Deus, mas a si mesmas.

Deus julgará todos os corações. E só entrará no santuário para adorar o Senhor os que tem um coração puro, como diz o salmista.

Com amor,

Simone da Fonseca

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

As manifestações e a real presença de Deus

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 22:31 0 comentários
O que me faz viver é a presença do Deus vivo. Creio que o mesmo acontece com aquele que lê meu devocional hoje. Eu o quero com todas as minhas forças, e a cada dia mais. Não quero conhecer superficialmente a Deus, mas com profundidade.

Na ânsia pelo conhecer a Deus, buscamos à Ele através de diversas manifestações, principalmente nas grandes manifestações, mas nem sempre é assim. Quando o profeta Elias foi parar na caverna, se escondendo de Jezabel, o Senhor apareceu pra ele e disse que ele deveria sair da caverna, porque o Senhor falaria com ele.

O texto da Bíblia é o que segue:

“O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?”“ (I Reis 19:11 ao 13).

Muitas vezes achamos que encontraremos a Deus no meio de um grande vento, mas não encontramos a Deus lá. Outras vezes achamos que encontraremos a Deus no terremoto, mas novamente não o encontramos lá. Então achamos que Deus está no fogo, mas não o encontramos no fogo.

Deus não se revela da forma como achamos, ou queremos que se revele a nós. Ele se revela da forma que quer, para todos aqueles que o buscam. E assim foi que Deus se revelou a Elias: do meio da brisa suave.

Trazendo isso para nossos dias, temos uma multidão de pessoas que vão a congressos para encontrar a Deus. Vão a grandes concentrações para encontrar a Deus. Vão ao evento onde está um Pregador muito conhecido para encontrar a Deus, mas em nenhum desses lugares encontram a Deus.

Porque Deus não quer que o encontremos em fórmulas, Ele quer que o encontramos pessoalmente, e principalmente em nosso lugar de oração. O problema é que nós não queremos assim. Queremos que Deus nos encontre na hora que nós queremos, e não na hora que Ele quer.

Tenho observado um comportamento que está se alastrando dentro da igreja, o comportamento de que Deus é quem deve fazer o que queremos. Nós oramos, e Deus atende a nossa oração. E Deus nunca pode dizer não à nós. Queremos muito as bênçãos de Deus, e muito além do que queremos sua presença.

Mas Deus não está mais interessado em nos dar as suas bênçãos quanto está interessado em que o conheçamos. Ele prefere se revelar a nós, no meio de uma brisa suave. Ele prefere que o conheçamos e que saibamos que Ele é fiel.

Conhecer a Deus é o meu prazer! Será que isto é o que você pode declarar? Se não for este o seu desejo hoje, podes crer que é essa a vontade de Deus para você neste dia, muito além do que as bênçãos que ultimamente tens pedido ao Senhor.

Com amor,

Simone da Fonseca

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sabedoria que vem de Deus

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:25 0 comentários
Saber interpretar as situações e posicionar-se da melhor maneira diante delas pode-se dizer que isto é ser sábio. A sabedoria é o que todos precisamos buscar para aproveitarmos o melhor desta terra. A respeito da sabedoria, muito podemos aprender na Bíblia, com vários personagens, sendo que hoje gostaria de citar Salomão.

Ano passado estive no Fogo para o Brasil e ouvi do pastor Mike Murdock muitas coisas. Entre elas que devemos ouvir o que aqueles que já possuem o que desejamos alcançar podem nos dizer de diferente, aprendermos a fazer o que ainda não fazemos, para obter o que queremos. Ou seja, aqueles que já conquistaram o que desejamos conquistar têm algo a nos dizer que ainda não sabemos.

Foi isso o que aconteceu com o Rei Salomão. Quando o Senhor apareceu a Ele e lhe pediu o que Ele queria que o Senhor lhe fizesse, esse respondeu que gostaria de sabedoria para governar o povo de Deus. O Senhor se agradou do desejo de Salomão, e deu-lhe ainda mais do que a sabedoria que pedira: deu-lhe um coração sábio mas também riquezas, fama e uma promessa de vida prolongada.

A fama de Salomão percorreu a terra, e reis vinham dos lugares mais distantes, trazendo-lhe presentes e ouvindo a sabedoria de Salomão I Reis 4:34). Ele compôs três mil provérbios e mais de mil cânticos. Descreveu plantas, também a respeito de animais.

Certa vez, a rainha de Sabá veio encontrar-se com Salomão, e disse-lhe: “Tudo o que ouvi em meu país acerca de tuas realizações e de tua sabedoria é verdade, Mas eu não acreditava no que diziam, até ver com meus próprios olhos. Na realidade, não me contaram nem a metade; tu ultrapassas em muito o que ouvi, tanto em sabedoria como em riquezas”. (I Reis 10:6-7).

Deus deu um presente especial a Salomão. E a boa notícia é: ESTE PRESENTE TAMBÉM ESTÁ DISPONIVEL PARA VOCÊ! A palavra do Senhor fala, em Tiago 1:5: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida”.

O problema é que todos buscamos o dom de profecia, de falar em línguas... mas este dom especial, essa dádiva maravilhosa que Deus nos oferece raramente alguém se interessa em pedir. Mas o que seremos nós se não houver sabedoria? Na realidade, tenho observado muita falta de sabedoria nas igrejas que se professam cristã. Mas isso já é outra história, e poderemos falar outro dia.

Que tal, hoje, orarmos juntos ao Senhor, pedindo essa qualidade maravilhosa, a sabedoria? E melhor do que tudo, a sabedoria de Deus? Se alguém ousar, ore comigo:

“Senhor, assim como o Senhor atendeu o teu servo Salomão, e lhe deu sabedoria, te pedimos também hoje a sabedoria que vem de ti. Dá-nos Senhor, te pedimos, sabedoria para agirmos diante das situações que se apresentam a nós diariamente. Por isso já te agradecemos, em nome de Jesus. Amém”.

Creia, o Senhor ouviu a sua oração.

Com amor,

Simone da Fonseca

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A oração que o inferno parou para ouvir

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 21:05 0 comentários
Você acredita em azar? Sabe aqueles dias em que tudo dá errado: o despertador não o acorda, você pega um enorme engarrafamento no trânsito, chega atrasado no serviço, leva uma bronca do patrão? No fim do dia, quando as coisas pareciam não ter como piorar, você chega em casa, o filho está doente, e lá se vai uma noite sem dormir à beira de uma cama. Aí, no meio de todas essas turbulências, você tenta orar, mas não sabe direito se Deus merece ouvir alguma gratidão naquele dia, já que tudo deu errado.

O livro de Jó é muito mais do que uma história sobre a fidelidade de Deus. Trata-se de uma lição ao Diabo sobre o que é adoração. Satanás só consegue adoração comprada (Tudo isto te darei se prostrado me adorares), enquanto Deus é adorado por aquilo que é. Independente das circunstâncias adversas, Deus não muda.

Imagine quando Jó começou a receber notícias ruins: seu gado morreu, sua fazenda foi destruída, seus filhos estão todos mortos. Devemos lembrar que Jó não tinha idéia da conversa entre Satanás e Deus. Deus não sabotou mandando algum anjo avisá-lo: "Olha, Jó, Deus aceitou um desafio do Diabo. Segura as pontas aí, fale coisas boas de Deus porque ele vai te devolver em dobro o que Satanás lhe tirar". Jó estava livre para qualquer reação.

Satanás executa seu plano, conforme Deus o permitiu, e retira os bens de Jó. "Este é o motivo da adoração deste seu servo", dizia o Diabo. Agora era apenas uma questão de tempo até que Jó, como eu talvez tivesse feito, começasse a blasfemar contra Deus.

Posso pensar que Satanás reuniu sua horda de demônios: "Venham, vamos saborear a vitória". Jó recebe todas aquelas tragédias, levanta-se, rasga o manto, raspa a cabeça. O inferno se cala: "É agora, ele vai blasfemar". Jó prostra-se em terra e adora: "Nu saí do ventre da minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu e o Senhor tomou; BENDITO SEJA O NOME DO SENHOR".
Meus queridos, do que depende a nossa adoração? Será que Deus, conhecedor de quem eu sou, poderia confiar a mim a honra de seu nome como confiou a Jó? No campo da batalha espiritual não existe azar, lembremos disto quando estivermos atravessando dias tenebrosos. Lembremos de que o nome de Deus e seus atributos podem depender de nós para serem glorificados. Qual é o motivo da nossa adoração? É aquilo que Deus é, ou o que ele nos dá?

Nossa adoração é arma de Deus que silencia o Diabo e seus demônios, é por isso que o Pai PROCURA aqueles que o adoram em Espírito e em Verdade. Acredito que os ouvidos de Satanás nunca esqueceram aquelas palavras que saíram da boca de um homem consumido pelo sofrimento: BENDITO SEJA O NOME DO SENHOR. Uma oração curta, mas que fez o inferno calar.

por Ronivaldo Moreira

domingo, 12 de outubro de 2008

O POEMA DO ANDARILHO

Postado por Simone da Fonseca Arantes às 23:53 0 comentários
I

Menor que meu sonho não posso ser
Mil identidades secretas.
Mil sobras, sombras, mil dias.
Todas palavras e tudo.
Barco de ambigüidade, sôfregas palavras.
De todas contradições, desencontros, dos contrários de mim, andarilho da flecha de várias pontas, direções.
Dos outros seres que também andarilham.
Pois menor que meu sonhonão posso ser

Andarilho de ervas sutis crescidas de noites luzes becos latinos frêmitos Andes ilhas.
Andarilho de santos falidos, feridos de vaidade.
Dos frutos da segurança vã,vã beleza de repente solidão.
Feitiços, laços, encantamentos.
Prodígios, Tordesilhas, ressentimentos.
Andarilho de perder pele, asa e uso, mariposa da lua difusa do amanhecer.
Andarilho de paisagens precárias do sentimento guardado a sete chaves,
não fotografável, nem desvendável em câmaras escuras, secretas torturas,
ou à luz de teus olhos surpresos, presosnos meus olhos, ilhas.
Pois menor que meu sonhonão posso ser

II

Empoleirado em minha gaiola de ineficiência, andarilho.
Longe de grandes e confortáveis salas da subserviência, andarilho.
Transitivo, substantivo, adjetivo.
Solto na correnteza do medo, da instabilidadede tudo, na multidão de afetos.
Eu, claro enigma: sete palmos de terra, sagrado sopro de todo o sentimento.
Eu, quebrado espelho d’água de Narcisoe fogo de Orfeu entre a paixão e o definitivo tempo.
Eu estranho a maioria das vezes na própria terra do poema onde me sedimento,
acidento, me desencaminho, me aninho, me enovelo em trama de pouco, em menos,
em quase nada e mesmo assim andarilho.
Pois menor que meu sonho não posso ser

V

Passa o tempo.
Como passa, passou o tempo.
Oh! frase feita, inútil consolo e alívio.
Passo este tempo que me passa.
Passo pontos de interrogação, helespontos, helespantos.
Passo a ponte, o poente.
Deliberadamente passo mas sem pressa, passoa passo.
Passo os fusos horários e passeio entre o sonho e as palavras.
Também entre as obscenas por decreto.
Pois menor que meu sonho não posso ser.

VI

Atravesso compêndios, currículos, apostilas de silêncio e minha sombra
pisada por outra sombra também feita de tudo e nada
Atravesso simulacrose arranco o lacre da palavra
Pois menor que meu sonho não posso ser
Atravesso o avesso
E meu barco de travessias é a palavra terra cercada de água por todos os lados
Pois menor que meu sonhonão posso ser
Estou do lado de lá da ilha
Aqui disponho de mim e conheço meu próprio acesso
Aqui conheço a face inversa da luz onde me extravio e não cessarei jamais
Pois menor que meu sonho não posso ser.


Lindolf Bell

O CÓDIGO DAS ÁGUAS – 1984
 

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